Isso mesmo: pra sempre!

Muito obrigado! Olha, tomara que lá no céu continuamos a ser amigos, como aqui na Terra…

Foi dessa forma que o C saiu de nossa casa ontem, depois de ter aceito mais um convite para jantar conosco. Vocês não tem ideia do lindo e esperanço sorriso que tivemos ao ouvir isso!

O C veio até nós depois que a Mesquita “fez a chamada”. Como está fazendo o Ramadã, ele (e os quase 2 bilhões de muçulmanos no mundo) só pode(m) comer algo após “o sinal da Mesquita”. O sol se põe, o Imã faz a chamada, e aí todos começam a comer… Tem sido assim durante este mês. Hoje foi o último dia e amanhã é o Eid Al Fitr aqui, dia de festa e um feriado de dois dias. Todos compram roupas novas e vão – finalmente – aos cafés, passear, algumas ruas são fechadas para que crianças possam brincar… Enfim, o fim do Ramadã chegou.

Não foi fácil. Eu tenho para mim que foi um dos mais difíceis, durante esses 27 anos no “mundo muçulmano”. Ataques diversos, tanto físicos como também espirituais. Só Deus sabe, assim como alguns “amigos de perto”.

É por isso que sempre convocamos orações, intercessões, aos nossos familiares, amigos e igreja. Não somente por nós mas por eles, para que o Deus verdadeiro se releve.

E ontem a noite, ao redor da mesa, foi assim! Oramos no nome de Jesus, falamos do que cremos, também nos divertimos, conversamos muito… Tivemos uma boa e excelente discussão e o C se mostra bem atento ao que falamos. Nunca será por força, muito menos por violência. Temos Aquele que sopra onde quer, louvado Ele seja! Você pode orar pelo C e por todas as outras pessoas que conversamos durante este mês?

Você e eu, teus familiares que tanto amamos, e alguns amigos próximos, são amigos eternos porque fomos agraciados de maneira incrivelmente maravilhosa pelo Dom da Vida. Essa Boa Nova chegou até você por alguém, houve uma visita especial do Verbo e, convencido por Ele, nos tornamos Filho do Altíssimo!

E é por isso que estamos aqui. Queremos que eles vejam quem é o nosso Amigo (com “A” maiúsculo), para que sejam visitados por ele (“…hoje me convém pousar em tua casa”). Obrigado por estar aqui conosco!

Como avaliar o entendimento missionário das igrejas?

Desde o Terceiro Congresso Lausanne sobre Evangelização Mundial em 2010, na Cidade do Cabo, o Comitê Nacional Espanhol do Movimento de Lausanne tem o compromisso de promover uma abordagem focada na Missão de Deus dentro da igreja na Espanha. Este compromisso despertou em nós o desejo de pesquisar se a compreensão teológica e a prática da “missionalidade” estavam avançando ou retrocedendo nas igrejas evangélicas espanholas.

Como podem ser avaliadas a compreensão e a prática missional? É possível medir o grau em que essa compreensão foi assimilada e colocada em prática? Não existem ferramentas para medir tal realidade multidimensional e, como expliquei em outro lugar, o trabalho de avaliar a missão é repleto de dificuldades.

Metodologia de pesquisa

Adotando a Grounded Theory como abordagem para explorar as dimensões desconhecidas da compreensão e da prática missional, desenvolvemos um questionário de duas partes como ferramenta de pesquisa. Este questionário foi enviado a pastores e líderes de igrejas evangélicas durante a primavera e o verão de 2018, e 403 líderes enviaram suas respostas – cerca de um em cada oito de todos os líderes de igrejas na Espanha.

A primeira parte do questionário consistia em 18 questões quantitativas, exigindo que o respondente pontuasse sua igreja em uma escala de 1 a 5 em 18 áreas relacionadas à compreensão e à prática missionária. As perguntas estavam divididas em três grupos de seis sob os seguintes títulos: A Proclamação do Reino, a Demonstração do Reino e a Encarnação do Reino.

A segunda parte era composta por quatro questões qualitativas que possibilitaram ao respondente responder livremente. As quatro perguntas eram:

Qual é o propósito da igreja local?

Qual é o propósito da liderança do pastor/da igreja?

O que a Missão de Deus representa para você?

Qual o significado de “missional” para você?

Se você fosse responder as perguntas acima, quais seriam as respostas? É muito importante saber que a Igreja de Cristo é a representante do Seu Reino neste mundo. Portanto, canalizadora de Sua mensagem, e responsável direta do compartilhar da salvação, tanto em Jerusalém (local onde ela está), Judéia (lugares próximos), Samaria (lugares talvez não tão próximos mas com algumas diferenças culturais) e até os confins da terra (nações distantes, culturas diferentes). Esse mandato cai sobre nós e somos responsáveis para agir nessas quatro dimensões.

O Reino dentro de um quartinho

Muitos viram nesses últimos meses algumas imagens chocantes que aconteceram no deserto do Sahara: água, ”lagos”que apareceram entre várias dunas de areia. Sem falar de flores, lindas flores, que nasceram e nos proporcionaram um lindo espetáculo para os nossos olhos. Tudo isso por causa de uma chuva inesperada, miraculosa, que veio com tremenda força por uma área onde jamais poderíamos esperar tal surpresa.

Em meio à nossa caminhada com Ele, os desafios estão sempre presentes. ”O sol forte e a areia escaldante das dificuldades” invadem de tal forma a nossa percepção que nos iludimos com a dificuldade de sermos maravilhados com oásis. É como se houvesse a negação de que eles existem… Mas no continuar da caminhada, o Anjo do Senhor que sempre escuta a nossa agonia, nos chama pelo nome, aponta para os poços de água que estão ”logo alí”. O cansaço parece nos cegar diante das surpresas divinas… E aí da pedra jorra água, da areia brota a flor. Tudo o que Ele faz continua sendo bom.

Um quartinho, o Reino jorrando

Nessa semana visitamos uma amiga bem próxima da gente, muito querida por nós. Ela foi uma de nossas professoras de árabe. Fazia um bom tempo que nós não a víamos, já que fomos presenteados com uma visita curta à terra natal. Claro que estávamos ansiosos de revê-la. Afinal de contas, as últimas notícias que tivemos não eram muito boas: A R estava atravessando um deserto e tanto.

Dá para imaginar alguém que viu o seu lar sendo separado, ter que cuidar dos irmãos (como se fosse uma mãe) sem ter apoio emocional e condição financeira para isso? Aí você se converte em um país hostil à sua fé, conhece outros irmãos e irmãs. De repente a polícia bate a tua porta para saber quem você é, o que está fazendo… A família começa a ficar inquieta e descontente com a situação mas ela tem os amigos de fé. Tinha: praticamente a pequena igrejinha que ela participava ”deixa de existir” pois todos desaparecem. Ela começa a gostar de um rapaz, ficam noivos (uma festança e tanto, estivemos lá!) mas meses antes do casamento ela descobre que ele já estava se relacionando com outra mulher. E essa descoberta acontece porque a outra bate na sua porta aos gritos com uma faca na mão… Tudo acaba de um jeito horroroso! Ela não tem trabalho, achou um mas precisou sair rapidinho pois o chefe estava se insinuando de maneira estranha. Continua a procurar outro emprego, mas tem sido complicado. Muitas decepções aqui e acolá. A pergunta é: Senhor, onde está o oásis?

Se não fosse Ele

A R sabe como ninguém preparar um bom café. Aliás, devido a situação econômica do país, está cada vez mais difícil achar e comprar um. Mas ela estava alí oferecendo o seu tesouro. Muitas conversas, muitos sorrisos, tudo isso naquela casinha super simples onde ela consegue pagar o aluguel por causa de uma outra moça para morar com ela e dividir os custos.

Aí ela começa a dar detalhes de todas as suas idas e vindas, suas dificuldades. Relatou em como o seu emocional ficou abalado a tal ponto de ter sido levada as pressas para a emergência. Mas em cada sentença difícil de se ouvir, ela repetia a linda frase: ”Se não fosse Ele ao meu lado…”. Eu não sei se alguém pode entender mas era como se eu ouvisse um Salmo de alguém que passou por diversas lutas mas que, em versículos posteriores, se rendesse à independência que traz eternidade no contentamento que ninguém pode explicar, humanamente falando. É loucura. Mas ali estava alguém, exalando o cheiro das águas, em meio ao sol escaldante do seu entorno. Sim querida amiga, se não fosse Ele!

Só sei que essa simples visita nos abriu um poço miraculoso em nossos corações. Viver aqui não é fácil, somos agraciados pela Sua graça diante de tantos desafios, coisas que enfrentamos todo santo dia. Só Deus sabe. Precisamos também de milagres, de oásis, embora temos a certeza absoluta que o Anjo do Senhor está aqui, bem pertinho. Nesse dia, nessa visita, fomos abençoados pela R.

A vida continua seguindo o seu curso e outras ventanias estão por vir. Mesmo as vezes nos sentindo sós, o Pai das Luzes resplandece o caminho, trazendo a manifestação da Água da Vida, transformando os caminhos com surpresas do céu, lindas de se ver, maravilhosas de se escutar! À Ele toda honra e toda glória!

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