Esperança além do deserto

Semana passada tivemos a alegria de receber em nossa casa uma moça de Serra Leoa, um país africano, na parte ocidental, um pouco abaixo do Senegal. A conhecemos na rua, mendigando e ela pode enfim vir à nossa casa.

Sua trajetória não é fácil. Saiu de seu país, chegando aonde moramos, com o sonho de atravessar o Mediterrâneo e parar na Europa. Pelo que vimos no mapa, é um trajeto de um pouco mais de 5000 quilômetros, atravessando o deserto do Saara.  Este, por sinal, é o trajeto de muitos africanos. São movidos pelo sonho de uma vida melhor, mesmo atravessando dificuldades inimagináveis.

Essa moça nos disse que viu muitas pessoas sucumbindo no Saara. Infelizmente, ela foi violentada por uma outra pessoa e está esperando por um bebê que vai nascer daqui a dois meses. Se eles conseguem ”vencer o Saara”, precisarão vencer as fronteiras e possíveis controles que podem encontrar no caminho. E geralmente estes controles não são amigáveis e os forçam, com armas na direção de suas cabeças, à retornarem para o nada, para o deserto.

A mãe, um deserto e Jesus…

Há muito tempo atrás uma mãe, desesperada, sai em direção ao deserto com seu filho. Quando a água acaba, sua esperança também. A aflição é tão grande que ela coloca seu filho longe dela para não vê-lo morrer. Mas a Voz do Alto vem ao seu encontro, mostrando um poço, uma esperança para o seu futuro.

Hoje esse divino encontro ainda continua acontecendo. Existem inúmeras ”Agares” que atravessam inúmeros tipos de desertos na esperança de que encontrarão a Água que necessitam, essa que jorra e nunca acaba. Hoje nós somos representantes da Voz, ecoando do céu a direção que essas pessoas devem tomar.

Ore por esses encontros divinos. Ore para que dos céus destilem orvalho e que sobre nós chova justiça. Ore para que a salvação brote nos corações!

Domingo da Igreja Perseguida

Todos os dias a noite, quando ele voltava do trabalho, meu irmão me batia na cabeça. Eram gritos de todos contra mim. Também estava me machucando a corrente que eles me prenderam em casa, para que eu não pudesse mais sair… Foi aí que me lembrei da história de Pedro, que foi liberto da prisão, e orei… “Senhor, assim como Pedro, o Senhor pode me livrar dessas correntes!” E foi assim que aconteceu! Miraculosamente as correntes se soltaram e corri para a rua, buscando ajuda…

Esse é o relato da M, uma cristã do norte da África. Hoje ela é casada com um outro cristão, possuem duas lindas meninas, e estão bem. Mas essa não costuma ser a realidade de muitos outros…

Quando um membro sofre, os outros sofrem!

Todos os anos a Missão Portas Abertas organiza o DIP: Domingo da Igreja Perseguida. Uma oportunidade única para que a Igreja Brasileira ore e interceda por tantos irmãos e irmãs que sofrem por causa de Cristo.

Para participar é muito fácil. A primeira coisa que você precisa ter é a autorização de sua igreja. Converse com o seu pastor e líderes, para que no culto do domingo dia 15 de Junho haja um momento especial pelos cristãos perseguidos. Ou quem sabe ter um “culto temático”, específico, com muita informação, oração e intercessão por eles? Não seria isso uma excelente ideia?

A segunda coisa é se cadastrar como organizador no link oficial da Portas Abertas. A mesma estará enviando um material de apoio pelo correio, para que você use na preparação e durante o culto. Você pode se cadastrar à qualquer momento, mas para garantir o envio do material, cadastre-se antes do dia 1 de Junho :

CADASTRE-SE NO DIP 2025

Outros materiais de apoio

Queremos também proporcionar à você alguns materiais adicionais que podem ajudá-lo na preparação do DIP 2025:

– Mapa da Lista Mundial de PerseguiçãoCLIQUE AQUI – Este é um mapa onde você irá visualizar os 50 países mais difíceis para um Cristão viver. A Coréia do Norte ainda continua sendo o pior país do mundo… Dentre os países da Tamazgha (norte da África), temos a Líbia em quarto lugar, o Mali em décimo quarto, em décimo nono a Argélia, o Marrocos está em vigésimo primeiro lugar, Mauritânia em vigésimo terceiro, o Níger em vigésimo oitavo e a Tunísia em trigésimo quarto.

– Cartões de OraçãoCLIQUE AQUI – São pequenos cartões que podem ser cortados e distribuídos, contendo 8 povos de países do norte Africano cada um.

– Posters dos Países da Tamazgha – Você pode baixar esses posters no formato A4, imprimí-los e colocar em diversas partes de sua igreja, de acordo com a autorização de seu pastor :

Mauritânia | Mali | Saara Ocidental | Marrocos | Argélia | Níger | Tunísia | Líbia

O rei sacrificará por nós!

O Eid al-Adha, conhecido como a Festa do Sacrifício, é uma das celebrações mais significativas no mundo islâmico. Este evento comemora a ação de Abraão em sacrificar seu filho em obediência a Deus, sendo substituído por um carneiro no momento final. Tradicionalmente, as famílias muçulmanas sacrificam um animal, geralmente um carneiro, para relembrar este ato de fé e submissão.

O exemplo do rei

O Marrocos enfrenta atualmente desafios climáticos e econômicos sem precedentes. Uma seca prolongada, que já dura sete anos, resultou numa redução de 38% no número de ovinos e caprinos no país, levando a um aumento acentuado nos preços da carne. Em resposta a esta crise, o Rei Mohammed VI apelou aos cidadãos para absterem-se do sacrifício tradicional durante o próximo Eid al-Adha, enfatizando a necessidade de considerar as dificuldades que muitas famílias enfrentam devido à escassez de gado e ao aumento dos preços.

Esta decisão histórica, a primeira em quase três décadas, gerou reações mistas entre os marroquinos. Alguns veem-na como uma medida necessária para aliviar o fardo financeiro das famílias, enquanto outros acreditam que questões económicas não deveriam interferir nas obrigações religiosas. Nas redes sociais, muitos expressaram apoio ao apelo do Rei, vendo-o como um gesto de solidariedade e compreensão das dificuldades enfrentadas pela população.

É importante notar que decisões semelhantes foram tomadas no passado. Durante o reinado do Rei Hassan II, pai do atual monarca, pedidos para suspender o sacrifício foram feitos em 1963, 1981 e 1996, também devido a secas severas e crises económicas.

Você e eu sabemos que Jesus se sacrificou pela humanidade, oferecendo-se como o Cordeiro de Deus para redimir os pecados do mundo. O apelo do rei Mohammed VI para que o povo marroquino renuncie ao sacrifício tradicional em prol do bem comum, e ele fazendo um único sacrifício por todo o povo, reflete  o sacrifício de nosso Rei.

Convidamos todos a orar pelo Marrocos, pelo seu povo e pelo seu rei, para que este gesto se torne um sinal visível do amor e da compaixão que Jesus demonstrou por nós. Que esta decisão possa abrir as mentes e corações dos marroquinhos, que muitos sejam alcançados pelo amor redentor de nosso Rei.